A era cretácea

O Período Cretáceo é o último período da Era Mesozóica, começando há cerca de 145 milhões de anos e terminou com a grande extinção do Cretáceo, que acabou com a hegemonia dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

A entrada para o Cretáceo deveu-se a uma extinção de espécies não tão grande como a que houve no final do Mesozóico, mas se extinguiram alguns táxons atraentes como os Se e algumas espécies de Sauropodos, vendo diminuído o número de famílias representativas nesta era.

Etapas

  • Cretáceo Inferior. Podemos subdividirlo em dois: Neocomian e Aptian-Albian. Começa há 145 milhões de anos e termina há 125 milhões de anos.
    • Neocomian é caracterizado pela desestruturação de Laurásia e Gondwana, subdividiéndose em subcontinentes o que dará uma geografia mais semelhante à atual.
    • Aptian-Albian caracteriza-se pela maior evolução e radiação de dinossauros, que teve lugar na atual China.
  • Cretáceo Superior. Também podemos subdividirlo em dois: Alto Cretáceo e Sob Cretáceo. Começa há 125 milhões de anos e termina, há 65 milhões de anos.
    • Alto Cretáceo. As angiospermas são as plantas líderes, deslocaram-se até as gimnospermas em quase todos os nichos.
    • Sob Cretáceo. O fim do período Cretáceo e a era dos dinossauros.

Clima

O esqueleto tinha já uma separação dos continentes mais semelhante à atual, mesmo com pequenas alterações, que somente se observavam as montanhas que existem hoje (Montanhas Rochosas na América do Nortes, Andes, na América do Sul, parte do Himalaia na Ásia), o subcontinente da Índia ainda estava próximo à África, mas já se encontrava em direção a Ásia, a Europa estava compreendida por um arquipélago de ilhas, e a Austrália e a Nova Zelândia ainda se encontravam unidas para a Antártica.

O clima no início do período Cretáceo, era quente, mas com invernos frescos, mesmo se chegou a dizer que poderia haver zonas com neve ao nível do mar (lembre-se que antes as únicas áreas com neve eram os picos montanhosos).

Enquanto que, no final do período Cretáceo, não foram encontrados dados que indiquem gelo em qualquer área, mas sim invernos frescos. O clima, portanto, era semelhante ao atual, de forma que no Equador era muito quente e à medida que nos aproximamos dos polos vai esfriando, mas era ainda mais quente do que hoje.

Flora

apogeu das angiospermas

Já dissemos no Jurássico que do Cretáceo Inferior, pode-se data da angiosperma mais antiga com rigor. Durante o Cretáceo começa o apogeu das angiospermas, plantas com flores, o que dá uma grande variedade de cores.

Embora apareceram há 125 milhões de anos (com rigor, já que foram encontrados vestígios de pólen de angiospermas do Jurássico), não é de até 100 milhões de anos atrás que data o primeiro árvore angiospermo.

Ou seja, as primeiras angiospermas eram pequenas plantas não muito atraentes em tamanho, mas que ainda assim atraem mais insetos (ou transporte pelo vento) e permitiram a sua rápida dispersão, tirando o terreno para que as protege.

O aparecimento das angiospermas fez com que as gimnospermas se afogassem, migraran para áreas onde as plantas não estavam à vontade.

Migraram para zonas mais frias (picos montanhosos e para os pólos) e para zonas de condições extremas (extrema salinidade, estresse hídrico, etc.).

Mais tarde, a Europa ficaria muito favorecida em um aspecto da migração de gimnospermas, que é o Mar Mediterrâneo, provocaria uma barreira natural para a passagem das espécies vegetais, obrigando-as a sobreviver (coexistência com plantas ou evolução para melhor suportar os ambientes extremos) ou apagar (não todos puderam sobreviver).

Isso favorece as Penínsulas Itálica, Balcânica e Ibérica, já que têm espécies vegetais únicas e exclusivas de cada área que não aparecem em outras.

Fauna

O passo ao Cretáceo provocou a perda dos maiores animais terrestres (corpos), mas deixaram-se nichos livres para a aparição de outros de menor envergadura, como eram os hadrossauros e o período cretáceo.

Estes animais de grande porte, embora não tanto como os saurópodes, conseguiram evoluir muito rápido, graças ao desaparecimento dos gigantes saurópodes, e graças a que, como dissemos no Triássico, após uma extinção favorece-se a radiação dos animais existentes.

Enquanto isso, no grupo dos terópodes, a evolução deu uma surpresa: não só se desenvolveram espécies grandes, como o Carcharodontossauro ou o Gigantosaurus, mas dinossauros mais pequenos como o Iberomesornis e outros considerados verdadeiras aves pré-históricas (não como o Archaeopteryx, que ainda hoje é considerado um antecessor).

A grande extinção

cretaceo grande extinção

Embora já falamos sobre a grande extinção do Cretáceo, e também de outras teorias, a grande extinção é um tópico que falar.

Essa extinção foi a perda de quase 90% da vida na Terra, tanto de espécies aéreas (pteranodones), marinhas (chefões) e terrestres (dinossauros não avianos), sendo a Terceira Grande Extinção, superada pela do Ordovícico e do Permiano.

A teoria mais aceita é a do meteorito, mas antes de cair na Terra já haviam estado a acontecer coisas.

O aumento excessivo dos dinossauros e seu espírito lhes estava acontecendo fatura: não se podiam sustentar.

As espécies normalmente buscam um estado de clímax, em ecologia, é o estado a que aspiram para manter-se constantes e em equilíbrio com a Natureza e assim poder sustentar e manter vivo o ecossistema.

Não se sabe o por que, mas os dinossauros começaram a descer antes do seu total desaparecimento, não se sabe se por uma epidemia mundial, um excesso de indivíduos (superpopulação), ou, simplesmente, que a seu tempo lhes chegou (todas as espécies estão destinados à extinção).

Com a chegada do meteoro, só colocou a cereja no topo do bolo. Deu o empurrão para o fim de extinção.

Mas, como temos indicado, após uma extinção restam muitos nichos livres, e isso favorece que as espécies sobreviventes vai sobreviver, crescer, evoluir e repueblen Da Terra. Deu-Se fim à Era dos Dinossauros, a Terra, e deu-se início ao Sul e o apogeu dos mamíferos.

Quer saber mais sobre o período Cretáceo? Então você também pode gostar: